06 dezembro 2006

A Cacherenguengue in America (ed. 4)

Como não pude votar para presidente, pois estava fora do país, transferi parte do meu interesse pela nossa política para os acontecimentos políticos deles.
Aprendi que nas eleições nos EUA vota-se para os cargos e também para aprovar, ou rejeitar, propostas que tenham relevância.

Mesmo eu sabendo que tudo nos EUA parece ser feito para servir de gancho para piadas, os gringos ainda conseguem me surpreender.
No Arizona votaram uma PROP (como eles chamam) para estabelecer o Inglês como o idioma oficial do estado.
Sim, votaram para estabelecer o Inglês como idioma oficial no estado do Arizona.

Até onde me contaram o Arizona faz parte dos EUA, e nos EUA a língua oficial é o Inglês!

Sim, é. Ou deveria ser.
O importante é que a proposta, bancada pelos Republicanos mais conservadores, foi aprovada com 71% dos votos.

Parece piada pronta, como diria o Zé Simão, mas é sério.

Acontece que por causa da grande quantidade de imigrantes, em todo os EUA, muitas placas de sinalização e avisos são bilíngues.
É assim na maioria das repartições públicas, hospitais e escolas, e o serviço público passou a exigir, na contratação de funcionários que eles sejam bilingues. Inglês/Espanhol ou Inglês/Chinês. Com isso, os chineses e mexicanos que já tem o green card, e seus filhos, são os que tem conquistado estes empregos, já que o americano padrão não fala outra língua.

Não fala, não quer falar e tem raiva de quem fala.
Ultimamente, parece que eles estão com um pouco de medo de perderem o país.
No Arizona o problema está resolvido.

05 dezembro 2006

Aos 44 do segundo tempo

O dia ainda não acabou, então ainda dá tempo de felicitar o Flavio Gomes, pelo primeiro de muitos anos do Blig do Gomes, que entre outras coisas, gerou os Farnéis de Interlagos, o Blog da Confraria, o Blog do Saloma e este Blog.
Na verdade o Blig foi responsável primeiro pela mudança de foco do outro blog que eu tinha e depois (graças a uma picaretagem do TERRA) nasceu este blog.
Se houverem mais filhotes injustiçados por não terem sido citados, por favor, manifestem-se.

Parabéns Flavio e sua equipe, composta, como aprendemos hoje, pelo Flavio, o Gomes, o Capa-mug e o dono do espetáculo, o #96

+ política

O que gosto mesmo é das previsões que são feitas pelos que tem ideologia definida...

diziam os petistas outrora:
"O governo do PT será o mais ético de todos os tempos."
"No nosso palanque corrupto não sobe!"
"Vamos mudar a forma como se faz política no Brasil."

diziam os tucanos na mesma época:
"O PT vai lançar o país numa aventura financeira que vai quebrar o país."
"Uma vez na presidência, o PT vai fechar igrejas, e transformá-las em salas de aula, onde vão ensinar as doutrinas socialistas!"

Precisos e imparcias em suas previsões, como quase sempre.

Impacialidade é Utopia

Gosto de ler sobre política, aprendi com meu pai a me interessar, mas também aprendi a fugir da tentação de me apegar demais a alguma ideologia. Aprendi e acredito que a ideologia (qualquer que seja) torna míopes os homens (e de miopia eu entendo).

Quem tem uma ideologia definida acaba não sendo capaz de enxergar além de um certo limite.
Um exemplo desta miopia é a constante grita por imparcialidade da imprensa.
A oposição esculhamba Carta Capital por ser petista.
A situação execra Veja por ser tucana.

Imparcialidade é o lugar-comum das ideologias. É pela imparcialidade da mídia que todas clamam, mas nunca em uníssono. Só fala em imparcialidade quem está sendo denunciado ou criticado.

Eu nunca vi, e certamente nunca verei, alguém pedir imparcialidade quando está sendo elogiado.
"... não por favor, sejamos imparciais. Eu não sou o melhor prefeito da história da cidade..."

Alguns dos blogs que acompanho tem falado sobre o papel da imprensa, e principalmente sobre o destino dos jornais. O papel seria vencido pela Internet?
Talvez sim, se mantiver o caráter apenas noticioso, mas há uma saída, transformar os jornais em mídia crítica, que vá além da notícia.
Sim, apoio um jornalismo com posturas políticas definidas (como a maioria dos blogs já é) em substituição ao jornalismo falso-imparcial, que é simplesmente utópico.

Um projeto interessante seria um jornal com duas redações, uma canhota e outra destra.
As duas escreveriam sobre as mesmas notícias, sob diferente prismas ideológicos, e teriam o mesmo espaço, na mesma página, um à esquerda e outro à direita, conforme suas crenças políticas.

Contra a imparcialidade utópica eu sugiro a parcialidade declardada.

Alguém se candidata?
Non curo. Si metrum non habet, non est poema

Nota

"A Cacherenguengue in America" será uma seção e não uma coluna do Blog.
Descupem-me, mas ando "travando" na escolha das palavras ultimamente.
É tanto espanhol, inglês e chinês na cabeça que o português vai aos poucos se distorcendo.

A Cacherenguengue in America (ed. 3)

Priceless

No Brasil mandam instalar uma catraca e colocam um “tiozinho” para vigiar.
Para entrar, além de pagar, você precisa dizer o que vai fazer. De acordo com a necessidade é a quantidade de papel que você recebe.

Lá pelas tantas, sempre encosta um chato, metido a malandro, e começa a perturbar.
Embora todo mundo pague, o chato quer usar o banheiro de graça.
Usando todo tipo de desculpa, inventa até doença se precisar.
Alguns pela insistência, outros pela truculência, acabam dobrando o tiozinho.

Entram, urinam no chão, deixam a torneira aberta e usam uma tonelada de papel para secar as mãos.

Para evitar esse “tipo”, nos EUA instalam uma fechadura que abre com uma moeda de 25 centavos. Adeus tiozinho!
Sinto falta do tiozinho contando “causos”, mas já me acostumei.

Estes dias fui ao México à trabalho. Fui de ônibus.
Na volta, fiquei algum tempo na rodoviária esperando o ônibus, e havia um banheiro desses.
Uma cena me chamou atenção, e de certo modo, mostrou um pouco mais sobre nossas diferenças culturais.

Um rapaz estado-unidense, aparentando uns 20 anos, levanta para ir ao banheiro.
Levanta e procura uma moeda no bolso. Procura e não encontra.
Vai até a lanchonete e compra uma gafarra d’água. Pede o troco em moedas, e é atendido.
Guarda a garrafa d’água, parte do troco e vai ao banheiro.
Um senhor vai saindo do banheiro.

O rapaz espera o senhor sair e deixa a porta se fechar. Deposita sua moeda, a porta se destranca e ele entra no banheiro.

O rapaz ainda estava no banheiro quando um senhor latino de aparentemente 40 e poucos anos, chegou à estação para usar o banheiro. Importa comentar que estacionou seu carro (com placas do México) em local proibido e deixou a luz de alerta ligada.

Ele não tem uma moeda na mão, nem dá sinais de que a vá tirar do bolso. Bate na porta do banheiro e espera. Ninguém responde e ele volta a bater na porta, agora já irritado.
Como continua não havendo resposta, ele pega uma moeda e destrava a porta.

Contrariado. Muito contrariado.

Contrariado porque não pode usar de graça um banheiro pelo qual todo mundo paga para usar, e mais um detalhe, esperando que alguém que pagou abra a porta para ele usar o banheiro de graça.

Como diz a propaganda do cartão de crédito...

Garrafa d’água, dois dólares
Xixi, 25 centavos
Agir civilizadamente... não tem preço

Esse merece o engate... (parte 2)

Postei há alguns dias um vídeo extremamente tosco do Touareg puxando um Boeing.
Hoje encontrei um vídeo descente, e que mostra como foi feito.

O Vídeo foi feito pela equipe do programa Fifth Gear.
Eles já haviam testado o Touareg em 2003, com itens pesados, mas não tanto.
Agora resolveram levar o teste a um nível extremo.
O Touareg é um carro que leva grandes expectativas da Volks para a afirmação da marca no mercado estado-unidense, e começo a acreditar que, apesar do nome, impronunciável para um ianque, o carro tem boas chances.





Alguns dados interessantes:
O Touareg é empurrador por um motor 5.0 V10 Diesel.
O Boeing 747 pesa 155 toneladas, distribuídos em um pouco mais de 80 metros de comprimento, por quase 6 metros de altura.
O Touareg recebeu um sobre-peso de 4.3 toneladas, para ajudar na tração, evitando que as rodas girassem em falso (só esse sobre-peso já equivale a dois carros médios), e o Boeing foi rebocado a 5 km/h.

Tuneiros e Engateiros, façam isso com seus carros, e nós voltamos a conversar.

Tunado no bom sentido

As empresas H&R, RS Tuning e Jürgen Alzen Motorsport, apresentaram o "Mission 400 Plus" no ESSEN-MOTOR-SHOW 2006.

O projeto é baseado em um Porsche 997 Turbo, que foi levado a 1054 CV, com objetivo de tornar-se o carro de rua mais rápido do mundo.

A Jürgen Alzen Motorsport cuidou do projeto.
A RS Tuning executou as alterações do motor, levando-o de 3,6 para 3,8 liros.
Foram substituídos cilindros, válvulas, turbo, escapamento e mais alguns detalhes não declarados. Apesar disso tudo o motor continua atendendo às restritas leis de emissões européias.

A H&R cuidou das suspensões. Para ajudar na aerodinâmica as rodas foram substituídas por rodas de 18 polegadas.

No primeiro trimestre de 2007 eles estão prometendo levar o carro para testes.
A idéia é ultrapassar os 400 km/h, e não se arrastar como os tunados "normais".

Quer tunar? Então faça direito, mané...

A Cacherenguengue in America (ed. 2)

Extra!

Não sei se já passou no Brasil. No final do ano as redes começam a repetir episódios.
Hoje a CBS está repetindo CSI-Miami no Rio.
As tomadas da Cidade Maravilhosa são generosas. Mostram uma bela cidade.
Meio grande-centro-urbano, meio mar-montanha-floresta.
O primeiro segmento mostra a realidade pintada com belas cores. Inclusive os contrastes.

O Jardim Botânico (pelo o que eu entendi) virou uma floresta de verdade, mas um exagero aceitável. Tem todos os clichês que um enlatado americano deve ter sobre o Brasil: Samba, Capoeira, Cristo Redentor, Bondinhos e Favelas.
Mostra também a Candelária e o Teatro Municipal, numa bela tomada.

Mas...
Sempre tem que ter um mas...

No segundo segmento eles começam a caçar o bandido pra valer e aí o CSI que tem cara-jeito-sotaque-roupas de cubano vira a estrela do episódio, dizendo quatro ou cinco vezes em menos de dez minutos, que o tal do bandido está escondido "nas favelas, a parte mais perigosa da cidade".
Na quarta ou quinta vez (perdi a conta) eu tive que mudar o canal. Irritou.
Mas, como não tinha mais nada descente passando e eu queria ver como é que a coisa ia correr eu voltei pro CSI-Miami-Rio.

A história é razoável, um traficante está usando garotos como mulas para levarem heroína.
A culpa é do traficante, não do país. O povo brasileiro é mostrado como ordeiro e urbano.
Quando o CSI que tem cara-jeito-sotaque-roupas de cubano volta para Miami e pára de dizer que as "favelas são a parte mais perigosa da cidade" o episódio recupera o ritmo.

Pequenos deslizes acontecem, como alguns bandidos que falam espanhol e não português, mas quase tudo encaixa com o que é a realidade. Inclusive os nomes e sobrenomes, que são brasileiros. CSI contou uma história usando um país sem esculhamba-lo.

O episódio poderia ter sido assistido pelos criadores-produtores de Turistas, a porcaria que estreiou por aqui esses dias, mas essa é outra história, e, verdade seja dita, nem acho que mereça mais que um parágrafo.

04 dezembro 2006

A Cacherenguengue in America (ed. 1)

Eu como, tu comes, ele come.
Nós comemos, vós comeis, eles exageram.

Americano (ou estados-unidense) acredita que tudo o que come faz mal.

Isso engorda...
Aquilo aumenta o colestorel...
Aquele outro prejudica o funcionamento dos rins, fígado, coração, beixiga e causa disfunção erétil (eles morrem de medo).

O que importa é não esquecer que comer faz mal.

Se pensássemos como eles, todas embalagens de alimentos viriam com o aviso:
O Ministério da Saúde Adverte: Comer pode ser prejudicial à sua saúde e causar Culpa!

O problema mais grave dos estados-unidenses (ou americanos) é a culpa, e para fugir da culpa eles usam a tecnologia.

Aí vem...
Café descafeinado (com gosto de água quente);
Leite FAT FREE, sem gordura e sem sabor, (mentira, tem gosto de água gelada, ou quente, você escolhe);
Manteiga sem leite, que tecnicamente tem outro nome, mas o que interessa é que o gosto é de papel.

Sal faz mal,
açucar faz mal,
óleo faz mal,
sódio faz mal,
temperos também fazem mal...

Com isso, nos EUA (ou USA) a comida tem 2 sabores, água (se for líquido) e papel (seco ou molhado) se for sólido.

Ah! Faltou dizer que a água é salobra – o Joaquim explica o que é salobra.

Mas é interessante a forma como eles raciocinam (?!).

Já que cafeína faz mal, os americanos evitam tomar café. Tomam café, apenas 4 ou 5 vezes por dia, e tomam só uma caneca de 600ml (ou copão de 800ml) por vez.

Refrigerante é outra coisa que os americanos (ou estados-unidenses) evitam...
Tomam só nos finais de semana ou quando vão ao cinema...
ou quando assistem esportes...
ou quando assistem TV...
ou quando dirigem...

Mas sempre evitado excesso.
Tomam só um litro e meio ou dois litros, nunca mais que isso.
Bem, às vezes (duas ou três por semana) eles extrapolam...

Eu acho, que o problema não é o que eles comem e sim a quantidade.
Mas pode ser implicância minha.
Ando meio implicante...

Explicações

Sobre a nova "coluna" do Blog, seguem algumas explicações necessárias.

A Cacherenguengue in America - Um cacherenguengue na América.

Estou trabalhando na terra do Tio Sam, o cacherenguengue no caso sou eu.
A coluna vai relatar minhas impressões sobre a terra das oportunidades.
A maioria dos textos já está pronta há algum tempo, então o "timming" nem sempre será adequado, mas acho que isso é o que menos importa.

Vamos ver onde vamos com isso!

Esse merece o engate...

Cheio de ver carrinhos fracos com engate para puxar ar?
Veja este vídeo.
O Touareg merece ter engate.
Arrasta "algum" peso.

A Venezuela tem salvação

Por qualquer Bs. 2.000,00 (dois mil bolivares) você compra uma belezura como essa, com interior todo em coro, estado de zero km.
Fotografei esse Maverick 4 portas em Valencia, a pouco mais de 100km de Caracas.
Um mais ou menos neste estado sai por menos de mil dólares.
Se quiser um mais judiado consegue por 300 ou 400 dólares, mas aí tem que reformar todo.

Ainda bem que eu sempre viajo com o dinheiro contado...

Só pra variar

Só pra variar, recebi um e-mail do Rodrigo Ruiz avisando que tinha atualizado as galerias de fotos do seu site.
Só pra variar, fui lá dar uma conferida.
Só pra variar, o Rodrigo continua desfilando a mesma competência de sempre.
Só pra variar o Farnel está lá.
Só pra variar o Flavio pecou no modelito mais uma vez.

Só pra variar, está tudo aqui.

Só para variar, manifestem-se Farneleiros Anônimos!
(uns sim, outros nem tanto)

Ainda vou ter um bichinho desses

03 dezembro 2006

O ano em que fizemos diferença - complemento

Felipe Atch (do Espírito Santo) comentou, e comentário de blogueiro é ordem.
A Confraria #96 tem tentáculos fora do estado de São Paulo.

Sei quem são alguns, mas para não cometer mais injustiças, não vou dizer.
Convido-os a se manifestarem, dando, nome, cidade e estado.

... se aparecerem por aqui!

O ano em que fizemos diferença


Na verdade, nem foi um ano.

Nem uma temporada inteira foi.
Mas fizemos uma enorme diferença.
Para nós mesmos, que conhecemos gente nova, fizemos amigos, rimos e até nos preocupamos, e para um punhado de abnegados que fizeram e fazem a história do automobilismo no Brasil e principalmente em São Paulo.

A Torcida Oficial não-Uniformizada do 96, que mais tarde se tornaria mais conhecida com Confraria #96 (seu nome quase-Oficial) completou 8 meses dia primeiro de dezembro.

Um pouco da nossa história...
Não haveria data melhor para esta torcida nascer. Nem lugar melhor.
No dia da mentira, torcendo pelo último colocado da categoria de turismo mais barata do Brasil.
Tinha tudo pra dar errado, e por isso mesmo deu certo.
Assim nasceu a Confraria #96, na 3ª etapa da Super Classic, quando haviam duas testemunhas nas arquibancadas para verem Flavio Gomes passar (correr seria um exagero).
FG abriu o post de 03/04 em seu Blig falando sobre isso.
Na 4ª etapa a quantidade de gente na arquibancada aumentou, e a torcida ganhou mais espaço no Blig, dessa vez com foto.
Foi bem legal, levei meu filho ao autódromo pela primeira vez e o FG postou a foto que eu mandei pra ele.

Foi essa, onde vemos Magno e seus capangas...

5ª etapa e o grupo aumenta. Numa tentativa de chamar o público FG tinha prometido jogar camisas do #96 para as arquibancadas, mas nesta etapa, que acabou virando o Pré-Farnel, quase 100% da torcida presente estava nos boxes.
Fomos novamente citados no Blig "...blogueiro Cláudio Ceregatti, um dos vários que me deram o prazer e a alegria da presença em Interlagos. Posso esquecer algum nome, mas vamos lá: Eduardo, Magno, Máximo, Joaquim, Cláudio, Emerson, o famoso Veloz HP (estava na arquibancada)... Alguns ganharam camisetas do #96 e todos foram visitar os boxes..."

De novo, o inoxidável Magno com seus capangas, il Commendatore, FG com o Sergio (de Recife), e o dia em que conheci o Roberto Brandão, um dos Matuzas.
Estava aí também, como o FG citou, o Joaquim, que nessa época era calado e tímido, e não se deixou fotografar, mas aceitou o desafio lançados aos Matuzas de organizarem um Farnel, que na época não tinha este "nome" nem a pretensão de ser repetido.











Com a 6ª etapa nasce o Farnel da Confraria #96 e a categoria de Mat-boy (à qual tenho a alegria de pertencer junto com muitos, como Jhony'O, Portilho Filho, Caio, Luciano, Magno e seus capangas, e me desculpem se eu esqueci algum nome - PS: se você não foi citado, talvez seja um Matuza e não um Mat-boy... a parte boy pesa...).
No dia 10 de junho de 2006 acontece o primeiro Farnel (que foi chamado de confraternização) e NINGUÉM imaginava que fosse tão fácil, tão tranquilo.
Tinhámos lá no íntimo a certeza de que seria um desastre, mas por fora diziamos (e parte de nós torcia, querendo acreditar) que seria um sucesso.
Foi. Tanto que se repetiu e tornou-se uma instituição.
Já neste primeiro Farnel um novo capítulo da história do automobilismo passa a ser escrito.
20 anos depois, Brid Clemente volta a Interlagos... para receber uma homenagem da Confraria #96 e para ajudar-nos a homenagear o Flavio.
Contamos também com a presença de Bob Sharp e Chico Lameirão neste Farnel. Jan Balder, Roberto dal Pont e Sidney Cardoso se juntariam à galeria de Notáveis que frequentaram nossos eventos. Nota: se você não sabe quem são esses aqui é um bom lugar para começar a pesquisa.











































O Flavio ganhou essa garrafa de champagne (dizem que era série limitada!) e uma faixa com uma foto do #96 autografada por estas três feras!

Graças a este Farnel o #96 ganha sua primeira comunidade no Orkut.
Desta etapa, tenho mais fotos no meu blog antigo.

Daí pra frente é tudo parte da história.
Nos Farnéis seguintes o número de participantes foi só aumentando, os pilotos da SuperClassics tornaram-se participantes ativos, e o Spagnollo tentou várias vezes (sem sucesso, apesar dele ser um cara extremamente gente-boa) "roubar" uma fatia da torcida.

Houveram também os acidentes do #96, A quebra do motor que quase fez o Flavio largar a temporada, mas que deu início à campanha Salve o #96.
Campanha essa, que não arrecadou nenhum centavo (mais teria arrecadado se necessário fosse) e fez o carrinho "que tem torcida organizada, comunidade no Orkut e um cara pra tirar o pó", voltar às pistas.

Tivemos 2 chineses e 1 peruano junto de nós.
O pessoal aproveitou o 5º Farnel para fazer uma festa nada-surpresa de aniversário para o Roberto Brandão (ou Bob Brands)

O Farnel virou assunto, exagero em dizer que gerou até ciumes.

Frases que marcaram o ano
"Deixamos o mundo virtual para faze algo real"
- Flavio Gomes, empolgado após o primeiro Farnel
"Tem gente que conta a vida em 5 minutos. Tem gente que tem uma vida inteira pra contar. Eu gosto de gente do segundo tipo"
- Joaquim, com seu jeito sempre longo (mas cativante) de dizer as coisas (importantes) da vida.
"Segura malandro, tá com medo"
- Salomão dando uma lição ao (no) Joaquim na tomada do S do Senna dentro do pace-FUSCA

Fatos que marcaram o ano
Descobrimos quem é o Veloz HP;
O grid da SuperClassic cresceu de 22 (na 3ª etapa) para 35 carro (na 11ª e última do ano)
O Flavio se empolgou e correu em mais uma categoria;
O Ceregatti deu uma sova no Flavio na SuperSpeed;
Nasceu o Blog do Saloma
E o blog da Confraria #96
Meu blog nasceu, mudou e mudou de novo...


Daí pra frente eu não estava lá pra contar, mas a história segue, comigo ou sem-migo, como já diria o filósofo...


Ano que vem tem mais. Até lá!

Por isso NÃO vou mudar para a Venezuela (leia o post abaixo antes)

Falei do Fokkerzão, mas também descobri que fica na Venezuela a capital mundial do Tunning.
A quantidade de carros tunados na Venezuela é nauzeante.
Chevete por exemplo, só tem tunado.
Não é possível encontrar sequer um Chevete normal, foram todos transformados em aberrações amarelo-preto ou vermelho-prata, munidos dos tradicionais pendulicaios, inclusive o reboque para puxar ar.
Mas não é só de Chevetes que vive o Tunning Venezuelano.
As vítimas são inúmeras. Faltam palavras para narrar o que se vê nas ruas Venezuelanas.

Aerofólios a quase dois metros do chão são comuns nas traseiras dos sedãs (me pergunto como se faz para abrir o porta-malas).
Cúmulo do mal-gosto, aquelas lanternas traseiras transparentes, são quase padrão nos Corsas, Unos, Palios e Fiestas, além de alguns importados cujos nomes não sei nem pude ler, visto que tiveram seus “enfeites” originais todos substituídos.
Não vou postar fotos de nada do que vi, até porque não tive coragem de fotografa-los.
Minha câmera, meu PC e meu blog não merecem esta agressão.
É, bom mesmo é o Brasil...

Por isso vou mudar para a Venezuela




Eu já contei antes que a Venezuela é um belo país.
Como todos, tem seus defeitos e qualidades, mas hoje descobri uma qualidade que desequilibra a balança em favor da Venezuela.

Eles ainda tem Fokker-100 em operação. Muitos.
Na verdade, não é o Fokker-100, e sim o DC 9/30 (ou MD 88, dependendo da empresa aérea), mas isso é o que menos importa. No fundo, não passa de um Fokker-100 tamanho família.
Sim, é outro avião, mas recuso-me a aceitar.
Esta semana voei nas belezuras aí em cima.

Isso é um avião, não aqueles monstros que a Boeing e a Airbus fazem.
Isso sim é uma máquina de voar.
Decola tão suave quanto um desses elevadores modernos subindo, e pousa com igual calma.
Isso é o que interessa, o resto é inveja...

Happy Feet

Se você não rir vendo este "teaser" de Happy Feet (Happy Feet - O Penguim - em português) não vá ao cinema ver o filme quando estrear no cinema...

A Cacherenguengue in America (ed. 0)

Venho escrevendo algumas coisas sobre os EUA.
A idéia era postar no futuro, ou nem postar.
Hoje recebi um e-mail de um cliente (mexicano) sem nenhuma palavra, apenas a imagem que está aí embaixo. Resolvi começar a postar o que escrevi.

O nome original da imagem era (traduzido) esperteza mexicana

O muro que será construído na fronteira EUA-México terá 20 pés (quase 6 metros e meio) de altura. A charge mostra a lojinha vai alugar escadas de 21 pés...
Grande sacada!

Animadvertistine, ubicumque stes, fumum recta in faciem ferri?

Animadvertistine, ubicumque stes, fumum recta in faciem ferri?

Maximo TV – Quem sabe faz ao vivo

Aretha Franklin – Natural Woman


Bee Gees – Words (1968)


Supertramp – Goodbye stranger (eu tinha o LP)


Chicago – If you leave me now

Ostras no liquidificador

Nosso Tom Dickson aprontando das suas outra vez.
Dessa vez ele prepara ostras com alguns dos mais usuais molhos... de uma forma nada usual.

Will it blend? that is the question...

28 novembro 2006

Esmola

O sujeito faz um investimento.
Carro, preparação, montagem da equipe, etc.
Se prepara para sair do kart e dar mais um passo rumo ao sonho da Formula1.
Gasta um caminhão de dinheiro para fazer uma primeira temporada de aprendizado e do nada fica sabendo que a categoria "acabou".
Não satisfeitos com isso, vem o golpe final...

A esmola...

Boris Casoy diria... é uma ver-go-nha!

Ventis secundis, tene cursum

Ventis secundis, tene cursum

Acidente em um rally na Austrália

O sangue-frio chega a assustar

27 novembro 2006

Formula 1 2007

Para aumentar as chances de errar, resolvi fazer minhas previsões para 2007 antes mesmo dos testes de inverno. Se acertar sou um gênio visionário, se errar, não tinha base para a minha avaliação, e afinal, sou leigo...

A temporada
Será uma temporada menos polarizada que as anteriores.
Mais gente vencendo e mais gente na briga pelo título.

Renault
A equipe perdeu Alonso, mas ainda tem seu cérebro e coração, Flavio Briatore. Virá com um carro feio mas eficiente. Brigará pelo mundial de equipes.
Fisichela – é a versão italiana de Rubens Barrichello. Deve se aposentar no final do ano (ou antes) e dar lugar a Piquet.
Kovalainen – No ano de estréia como titular vai andar perto de Fisichela na primeira metade da temporada e depois massacra-lo. Terminará a temporada bem colocado e credenciado a favorito para o título de 2008. Empurrado por um bom carro tem chances (remotas) de ser campeão.

Ferrari
Vai ter um ano difícil. Perdeu o cérebro (Ross Braw) e seu coração (Schumacher). Mesmo assim estará na briga pelo mundial de equipes.
Haikonen – é sem dúvida tão talentoso quanto azarado. Para 2007 esperem mais quebras da Ferrari em uma temporada do que na década anterior. Vai guiar a Ferrari que era de Barrichello. Apesar do azar briga pelo título - mas não leva.
Massa – Passará a fazer parte do elenco fixo da Globo. Ouviremos a “musiquinha” algumas vezes (na verdade a Globo vai reprisar até dar nojo). Herdará a Ferrari de Schumacher – aquela que nunca quebrava – e contrariando minhas previsões anteriores, será um dos protagonistas da briga pelo título.

McLaren
Ganhou com a chegada de Alonso e o segundo piloto nem será tão importante.
Voltará a vencer e mantendo a confiabilidade de 2006 é a mais séria candidata ao mundial de construtores
Alonso – é “largo”. Chega na “equipe de Senna” na hora certa. Encontrará um carro estável e confiável. Repetirá um início de temporada assustador como o dos dois títulos. Grandes chances de um tri (contra minha torcida novamente). Se firmará como o piloto mais antipático da Formula1 moderna.
Lewis – estará em um ano de aprendizado. Será um bom ano e só. Vencerá uma corrida.

Honda
Treinar como nunca, perder como sempre. Vai estraçalhar e assombrar a concorrência nos testes de inverno e desandar quando a coisa for pra valer.
Button – se firmará como líder da equipe e primeiro piloto. Massacrará (novamente) o companheiro de equipe. Vence uma ou duas provas no ano.
Barrichelo – Apenas um brasileirinho. Vai dar várias declarações infelizes após as vitórias de Massa (snif). Nenhum pódio em 2007 será o caminho para aposentadoria.

Williams
Sairá do fundo do poço. Vai andar séculos à frente da Toyta, provando que competência fala muito mais alto que dinheito. Sentirá falta de um piloto com P maiúsculo para desenvolver o carro na segunda metade da temporada, mas 2007 será infinitamente melhor que 2006. Para 2008 sugiro Tarso Marques (eu não estou brincando Petrobrás)
Rosberg - É bom, mas não acho que vai desenvolver o carro tão bem. Precisa ser mais produtivo que em 2006 para não virar fumaça
Wurz – Leão de treino. Para 2008 não deveria ficar, daria lugar a um piloto com mais aptidão para acertar carros. Tarso Marques seria uma boa opção (vejam o que está fazendo na Stock). Para 2008 deveria ir para a Honda.

BMW-Sauber – a Sauber sempre foi uma grande promessa. Uma eterna fututra-equipe-grande. Deveriam tirar o Sauber do nome, para deixarem de ser só uma promessa.
Para 2008 sugiro a seguinte lista de pilotos: Barrichello, Coulthard, Ralph Schumacher e Fisichela.
Kubica – Galvão vai continuar explicando seu nome a cada final de semana de GP. Vai fazer uma temporada normal, beliscando um pódio aqui e outro ali. Vencerá um daqueles grande prêmios acidentados (provavelmente na chuva)
Heidfeld - é a versão alemã de Rubens Barrichello. Aliás, estou sendo injusto. Barrichello anda mais que ele.

Super Aguri
Cresceu muito na segunda metade da temporada de 2006. Seguirá crescendo em 2007. Pontuará em algumas provas e no GP vencido por Kubica colocará seus dois pilotos entre os seis primeiros
Sato – Grande estrela do automobilismo japonês. Amadureceu bastante em 2006. Termina o ano com um pódio (talvez dois).
Davidson – A equipe ganha muito com ele e vice-versa. Vai dar trabalho para Sato, mas termina a temporada com menos pontos. Pontuará com mais frequência, mas não vai ao pódio em 2007. Deve ir para a Honda (advinha em que carro?!) em 2008

RBR+STR
Chamarei as equipes do energético assim durante toda a temporada por causa do papelão que fizeram no Brasil.
Com dois motores diferentes e dois carros diferentes vai patinar novamente. Continuará mais eficiente no marketing do que nas pistas (e a escolha de seus pilotos mostra que o objetivo é esse mesmo).
Um pontinho aqui, outro ali. Vai briga com a Toyota no fundo do grid.
Coulthard – antes de RBR só guiou por equipes grandes e nunca fez nada. Na pista, continuará nada fazendo. Excelente relações públicas.
Werber – é o companheiro de equipe perfeito para DC. De Marketing ele entende.
Na STR dois Aprendizes de DC

Toyota
Mais uma vez mostrará que dinheiro não é tudo. Vão gastar uma fortuna para andar no fundo do pelotão. Se firmará como um cemitério de talentos (da Mata e Trulli só para começar)
Trulli – brigou com Flavio Briatore na pior hora. Teria sido capaz de impedir pelo menos um dos títulos de Alonso. É uma pena, porque é um dos melhores de sua geração.
Ralph Schumacher – é versão alemã de David Coulthard. Pra piorar continuará sendo perseguido pela sombra do irmão. Está fazendo hora extra (não solicitada) na F1.

Spyker – a nova Minardi sairá do fundo do grid com a ajuda dos motores Ferrari e da incompetência crônica da Toyta e RBR/STR.
Nem importa muito quem serão os pilotos. Em 2007 o carro não vai permitir muita coisa.
É um projeto para alguns anos.
Pontuará no tal grande prêmico que o Kubica vai ganhar.
Tem minha torcida.

24 novembro 2006

+1

Para ajudar a incentivar a turma a darem um jeito de fazerem o Farnel dia 2 de dezembro segue o link para dois texto do meu blog velho.

http://maximo.blog.terra.com.br/antes_do_comeco

A esperança é a última que morre

Brands comentou no http://bligdogomes.blig.ig.com.br

Pessoal, O Marcelo Borg está se esforçando para que tenhamos um canto e Farnel aconteça. Também estou me empenhando demais nisto.
Afinal, por uma brincadeira do FG, desafiando o Joaquim, o Cerega, o Máximo e eu a levarmos mais de 50 pessoas, com comida, para assistir a uma corrida, surgiu este movimento maravilhoso, que uniu tanta gente! Mais, trouxe famílias de volta ao esporte. Ambiente gostoso, papos heterogêneos, tardes agradáveis. Ainda bem que a mídia deu alguma atenção. Já saímos na 4 Rodas, no site da 4 Rodas e agora na Racing. Minha esperança é que ajude os promotores de corridas a entenderem que boas provas trazem público espontâneo, não claques. E esses trazem amais gente.
Daí, fica mais fácil patrocínio, divulgação etc. E só a partir disto pode-se pensar em faturar alto.
Como uma criança, tem de ser olhada, cuidada e tratada no começo para depois crescer. Aqui todos querem ganhar muito no início, como se fossem fazer um campeonato de uma corrida só.

Atenção pessoal do Paulista, da Copa Porsche etc. Se vocês apoiarem a SuperClassic, ganham junto uma torcida e público.

Daí em diante vocês sabem como fazer. O difícil nós já começamos. Nos ajudem que vocês serão naturalmente recompensados.

E FG, você tem razão.
O 96 é especial.
Se fosse um Lada... nem com claque paga!

Deu na Racing

O Farnel dos Matuzas virou matéria na Racing.
É bacana ver crescer algo que se viu nascer.
Algumas fotos para lembrarmos de quem é a "culpa".

Antes do começo - Magno e sua turma. Já tinham ido na etapa anterior


Esta é do que podemos chamar de pré-Farnel.
Essa turma foi sem convite, sem mobilizçao, sem juízo.
Magno e seus capangas e il Comendatore estao nessa foto.



Este foi o dia do desafio do Gomes - textinho do Brands já vem pra explicar



Sergio foi de Recife para Sampa para ver o 96.
Tirou uma foto com o Gomes (que deixou publicar) e uma com o Deka.
A foto do Deka (dizem) colocou em seu criado mudo.

Algumas etapas depois - Aqui está o carro que tem Torcida Organizada.
É a Ferrari da SuperClassics, pode botar qualquer um pra guiar que a Torcida 96 vai lá ver.
(brincadeira Flavio!!)








Veja essa!

Estou sempre atrasado, mas como a semana ainda não acabou, tenho tempo para falar.
A Veja fez mais uma das suas. Publicou mais uma mentira.
Dessa vez a culpa foi de um marketeiro... Ô cambada!
Mas a Veja fez sua parte, não confirmando a historia antes de publicar.
Como diz o Flavio Gomes, vou assinar a Veja de novo. Pra poder cancelar.

Leiam aqui:
http://aquinaogenesio.blogspot.com/2006/11/hum-humt-bom.html

SkyMall

Viajar é grande parte da minha rotina profissional. Como em tudo na vida, há a parte boa e a parte ruim. Algumas viagens são extremamente entediantes, como os vôos diurnos longos.
Aqui há uma escala de chatice:
1- vôos diurnos longos (mais de 3 horas) - chato
2- vôos diurnos longos com mudança de fuso horário (maior q 3 horas) - chatão
3- vôos diurnos longos, com mudança de fuso horário e sem entretenimento - aaaargh!
Lembrem-se de que não viajo a paseio, mas sim a trabalho, e neste caso dormir durante o vôo é uma armadilha na qual apenas turistas podem se dar o luxo de cair, já que isso complica bastante o ajuste ao fuso-horário.

Numa viagem de 12 horas de duração, com a primeira perna de 5 horas sem entretenimento, vale qualquer artiíicio para não dormir.
Primeiro os classicos. Ler a revista de bordo (3 vezes), ler (até decorar) o folheto de instruções da aeronave e escrever no notebook até acabar a bateria.
O tempo parece não passar.
Quase desesperado, resolvo ver o que mais o bolso nas costas da poltrona da minha frente pode me oferecer. Surge impávido-colosso o Sky-Mall.
É um catálogo de compras. Belo nome para uma evolução da famosa revistinha da Natura (Avon e outras) que me mordem uns trocados todo mês, ao seduzirem minha esposa com Tupperwares, iogurteiras, taças de sobremesa e produtos de beleza.
Bom, é o SkyMall ou dormir, então vamos de SkyMall.
É uma coletânea de produtos inúteis, ou quase, todos caros, com algums honrosa exceções.
Mas a lista de inutilidades incompráveis é tão extensa que fica difícil dizer o que é mais inútil.
Aceito o desfio e me aventuro pelas páginas do SkyMall para tentar eleger os 5 melhores (ou piores).
Duzentas e oitenta páginas depois surge a lista final.

5º lugar
página 239 - Aparelho para tocar violão usando apenas um dedo.
Pra que se esforçar e aprender a tocar de verdade?
Com este revolucionário dispositivo você só precisa aprender a decorar alguns números.
Deve ser muito divertido mesmo, olha o sorriso do rapaz.

4º lugar
página 19 - Plante tomates de cabeca para baixo.
Como é que eu não pensei nisso antes?
Como é que os tomates viveram antes disso?

3º lugar
página 77 - Protetor para orelha contra vento e frio.
Simplesmente lindo!

2º lugar
página 26 - Espingarda de marshmallow.
Para deter modelos anoréxicas terroristas?

1º lugar
página 18 - Imprima seus emails sem usar um micro.
Você só precisa de uma linha telefônica, e de assinar o serviço de e-mail da empresa.
O mundo está aos poucos se livrando do papel e as opções de conexão à Internet estão cada vez mais rapidas... Por que não andar na contra-mão?

22 novembro 2006

Téo José

É impressão minha ou o UOL limou o Téo José?
www.amigosdavelocidade e www2.uol.com.br/teojose/ não carregam mais nada além da pagina em branco. Venho testando uma semana direto em 4 micros diferentes...

Sou eu ou limaram o cara no maior silêncio??

Copa Nextel Stock Car

Flavio Gomes, em seu blog, dessa vez deu uma Globalizada.
Adotou o padrão Global no pior sentido da expressão.
Ao falar do acordo da Stock Brasil com a Nextel fez pouco do novo nome da categoria.
Fabio Seixas (da Folha) também deu bola fora, quandolevantou a lebre de que a RG talvez não "acate" o nome.
A turma meio que dá a senha do que vai fazer, e se a RG fizer melhor ainda, colocam a culpa na Vênus.

Acredito que todos os meios de comunicação deveriam usar o nome CERTO da categoria.

A Nextel vai por dinheiro (não pouco) na brincadeira, esperando retorno em midia (lógico).
Se for pra viver o desrespeito que os patrocinadores de eventos vivem no Brasil (logos embaçados, nomes omitidos, etc) corremos o risco dos caras da Nextel pedirem o chapéu no final do contrato de três anos, e aí todo mundo da mídia vai dizer que os caras são oportunistas...

Não sou fã da categoria, e a critiquei aqui no blog a poucos dias inclusive, mas vou chama-la de Copa Nextel Stock Car.

Respeito é bom, e quem esta pagando gosta...

http://ultimosegundo.ig.com.br/paginas/grandepremio/materias/401501-402000/401614/401614_1.html

latim

Si Hoc Legere Scis Nimium Eruditionis Habes

Maximo TV - Will it blend?

Mais uma vez nosso querido Tom Dickson.
Dessa vez ele testa uma garrafa com um "líquido gasoso" (nas palavras dele).
Lógico que com garrafa e tudo...

21 novembro 2006

Charge do Capelli - 21nov06

O artista icógnito Ivan Capelli nos presenteou com mais uma de suas charges-jornalísticas.
Esta charge já correu o mundo e gerou muitos comentários.


Muitos amigos tem solidarizado com Cacá. Entre eles o "Piloto da Década"...

20 novembro 2006

Para os amigos... (2)

Para o Flavio Gomes...
pode usar esta foto na sua coluna "No comments"
Fotos do tráfego em Moscou...



Para os amigos...

Para o Salomão...

O reconhecimento como Carro Europeu do Ano foi para o Alfa Brera.
A escolha se baseou em "suas linhas elegantes, excelência mecânica e interior acolhedor"
O Japan Automotive Hall of Fame foi quem deu o prêmio.
A máquina também já tinha sido eleita "O carro mais bonito do mundo" em janeiro por um júri de notáveis (como Prost e Briatore).

Difícil discordar dos prêmios e da paixão do Salomão...


Coluna do Reginaldo Leme no Grande Prêmio

http://ultimosegundo.ig.com.br/paginas/grandepremio/materias/400501-401000/400600/400600_1.html

Eu ia entrar no mérito do oportunismo da coluna, mas não vou.
Fica só o registro (e uma pergunta).
De uns tempos pra cá mais gente voltou a se interessar pelos heróis de outrora.
Será coincidência?

Eu, particularmente, não acredito em nenhum tipo de coincidência.
Bom... Da próxima vez avisem ao Reginaldo que eu tenho mais fotos...













Eu com Bird Clemente, Chico Lameirão e Bob Sharp.
(o papagaio de pirata é o Portilho Filho - grande Matuzinha)

Classe de 2006


53º Grande Prêmio de F3 de Macau. Vitória do britânico Mike Conway (com um Dallara-Mercedes).
Apenas dois brasileiros (terminando em 10º e 24º respectivamente).
Já estivemos mais bonitos na fita, mas vale dizer que Macau também já foi mais importante para nós.

Maximo TV - plantão da Stock Car

Minha opnião sobre a Stock Car já é conhecida dos mais próximos.
Não vejo graça na multi-bolha. Seria mais honesto correrem todos com a mesma bolha e assumir que é mono-marca, mas isso não é problema meu.
Um grid super-lotado, "autódromos" de araque, um regulamento tosco e um tri-vice... receita de confusão...
Foi o que aconteceu no Rio neste domingo. A penúltima etapa da Stock terminou algumas horas depois do programado devido a uma enxurrada de reclamações e recursos.
A vedete da confusa prova foi o incidente entre Bueno e Losacco.
Um vinha fazendo uma corrida decadente e o outro ascendente. Se encontraram numa disputa de posição intermediária e houve um toque (na verdade eu contei mais de um).
Primeiro não era nada, depois virou uma punição para Bueno.
Losacco reclamou de Bueno, que reclamou de todo mundo.
Toques fazem partes das categorias de Turismo, mas para tudo há limite. Mudanças de trajetória fazem parte da pilotagem defensiva, mas novamente existem limites.
Abro aspas para a declaração de Bueno:
"Ao final da curva, com os carros lentos, ele traz o carro para dentro e há o encontrão". As opniões variam, mas o vídeo complica a vida de Bueno.

Abaixo um vídeo postado no YouTube. Assistam com especial atenção aos seguintes instantes:
4:39 Losacco por dentro, já passou Bueno
4:41 Losacco espalha e Bueno vem por dentro
4:42 acontece o toque (esse eu considero defensável)
4:43 começa a ficar complicado concordar com a versão do Bueno.
4:43 há um segundo toque
4:44 aí fica impossível concordar com a versão do Bueno.
Ele aponta a frente do carro para o lado de fora da curva, fechando claramente o Losacco



Bueno, que caminha para ser tetra-vice, viveu um dia de Barrichello, chorando mais do que deveria.
Falou de si mesmo na terceira pessoa, o que é um péssimo sinal.
Lamento, mas fico com as imagens. (reparem no logo borrado)

17 novembro 2006

Maximo TV - plantão especial

O prezado Tom Dickson "subiu" mais este vídeo.
Para os indecisos sobre o presente da esposa neste Natal, aí vai de novo...

Will it blend?

40 canetas

Maximo TV

Para aqueles que passam as 48 horas do final de semana conectados, vão algumas coisas interessantes que fui encontrando ao longo da semana.

Million dollar motors – coches millionarios (em espanhol)
McLaren F1, Ford GT, Maybach 62, Ferrari Enzo, Cadlack 16, Saleem S7, Rolls Royce Phantom.
Meu único comentário é "assistir e babar".
Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5




Motor a ar comprimido (em português)
O mundo está viciado em petróleo, mas também em motores a explosão.
Zero emissão e custo extremamente baixo - uma opção para um carro urbano, ou algo mais.
São os "carros" movidos a ar-comprimido.
Depois de ver o vídeo você vai achar bastante óbvio.

Parte 1


Parte 2

pequenos meninos - grandes homens

Criar um filho é uma extremamente prazerosa, mas igualmente difícil.

A principal dificuldade é não poder experimentar. Não dá pra criar um filho mal e depois voltar e fazer de novo. Ir ajustando aos poucos não é uma opção. Você precisa acertar na primeira.
Não dá pra consertar certos erros, então você não pode cometê-los, mas a verdade é que não sabemos que grandes erros seriam esses. Conhecemos apenas os resultados que queremos, e os que não queremos, mas não os meios de alcança-los e evita-los respectivamente.
Por nos esforçarmos, cremos estar fazendo um bom trabalho, mas os pais, pelo menos os que conheço, sempre ficam um pouco inseguros. Otimistas, mas inseguros.
Às vezes as crianças ajudam. Dão sinais, antecipando que as coisas vão bem, ou mal.

Esses dias vivi um momento desses.

Na escola onde meu filho estuda eles tem uma mini-pizza na cantina que deve ser muito boa, porque ele é exigente, e sempre fala dela, então, uma ou duas vezes por semana ele leva dois reais pra escola pra comer a dita mini-pizza.
Conversando com minha esposa sobre o dia do Jorge, ela comentou que tinha dado dinheiro para ele, e só por curiosidade, e por imaginar conhecer a resposta, perguntei o que ele tinha comprado.
- "ele falou que comprou uma mini-pizza e duas tortuguitas".
Enquanto eu pensava que uma tortuguita deveria ter derretido na mochila (ele não é muito de doce) minha esposa emendou, "aí quando eu perguntei para ele onde estava a outra tortuguita (ela também achou que tinha derretido na bolsa - gente grande é tão inocente) ele falou que tinha dado para o Moreira" (sim os garotos aos 6 anos pouco de idade já se tratam pelo sobrenome)
- "e eu perguntei 'por que, ele te pediu?' " completou ela com um ar curioso. Mais curioso estava eu, e a resposta do meu filho de 6 anos não poderia ser mais precisa e pedagógica.

- "não, mas é que ele comentou, semana passada, que tem dia que ele não tem dinheiro pra comprar nada na cantina, e ele é meu amigo, então como eu tinha dinheiro eu comprei pra ele."

Eu marejei os olhos. São coisas pequenas (como uma Tortuguita) que fazem a gente ter certeza de que está fazendo um bom trabalho.

16 novembro 2006

Baliza extremamente fácil

Os estudantes da Universidade de Toledo (nos USA) desenvolveram um sistema bastante interessante. Rouba espaço no porta-malas, mas para um carro "urbano" seria uma solução interessante.
O vídeo é de abril deste ano.
Lógicamente existem outras soluções mais tecnológicas, mas esta tem exatamente a vantagem de ser (aparentemente) mais simples de implementar.

Vamos ver...

15 novembro 2006

Will it blend?

The question is...will it blend?

Maridos e filhos têm o péssimo costume de presentearem esposas e mães com utensílios domésticos, ao invés de presentes pessoais.
O melhor seria fugir deste (odiado) lugar-comum, mas para aqueles que quiserem "errar" neste Natal, aqui vai uma opção para "errar com estilo".
Que tal comprar um belo liquidificador para sua esposa ou para sua mãe?

Dê um BlendTec (http://www.blendtec.com/), mas antes de comprar dê uma olhada nos vídeos abaixo. Neles, um aparelho da marca é testado para "liquidificar" alguns itens inusitados...

"The question is... will it blend?" - com esta pergunta o simpático tiozinho abre os vídeos. Olhem e pasmem.

bolas de golfe


bolinhas de gude


cartoes de crédito


Frango frito com coca-cola


cabo de madeira

03 novembro 2006

Esquerda, Direita, Imprensa e o Povo

Cresci ouvindo meu pai reclamar da imprensa "canhota" que embelezava a feiúra do Socialimo. Hoje vejo os esquerditas ralharem com a imprensa "destra" que enfeia a beleza de seu projeto.

Não acho que a imprensa tenha mudado. Aliás, meu pai continua apontando setores da imprensa como canhotos, e desde sempre a Esquerda reclama da imprensa destra.

Poder e imprensa sempre estarão em trincheiras opostas. Até acho que assim deve ser.
Excessos à parte, acho que o papel da imprensa deve ser mostrar os erros, os desmandos e os roubos, até porque para mostrar o que é feito de positivo gasta-se uma fortuna do dinheiro público - o que considero indecente.

O problema é que entre as trincheiras está o povo, sendo bombardeado, e sem armas ou munição. A verdade se tornou relativa. Cada parte escolhe a que lhe sirva melhor.
E aqui cabe um comentario. Quando falo em Povo, falo dos não-politicos, dos não-filiados, dos alienados (como somos constantemente chamados por um e outro lado).

Falo daqueles que não tem como prioridade uma corrente ideológica, mas com um país melhor. Falo daqueles que concordam com a esquerda (quando esta acerta), e com a direita idem. Falo dos que antes de tudo são bem intecionados.
Cabe um exemplo. Eduardo Suplicy é, aos meus olhos, um homem bem intecionado, mas antes de bem intencionado é petista (Não digo como crítica - nem elogio. Digo como constatação)
Eduardo Suplicy não é Povo.
Mais um exemplo. Marcos Cintra é um dos Liberais mais bem intencionados (da forma como enxergo), mas é PFL antes de ser bem intencionado, por isso tambem não é Povo (novamente, apenas uma constatação).

Cada lado da batalha se vê dono da verdade.
Povo versus atraso - diz a esquerda.
Povo versus atraso - diz a direita

A esquerda se diz povo, a direita se diz povo, e assim, para o Povo, sobra o atraso.
Circulam pela internet textos (no mínimo oportunistas) que até confirmam que a culpa é do Povo.

Nas duas trincheiras prega-se "o bem do Povo".
Menos impostos gerariam mais empregos. Mais impostos gerariam mais benefícios.
Um Governo presente e forte garante o bem-estar. Um Governo mínimo garante o progresso.

No fundo nada disso interessa ao Povo.
Falta, na minha opnião, aplicação prática ao debate político.

Esquerda, Direta e Imprensa... me respondam por favor.
Guardioes do Povo...

Porque o transporte coletivo não é de graça? Isso sim faria diferença na vida do Povo.

01 novembro 2006

Reciclando - atrasado

Ontem completaram-se 10 anos que nao morri.
Pra variar eu esqueci.
Reciclo um texto que conta um pouco...

31 de outubro de 1996.
Exatamente as 8:27 da manhã o brasileiro aprendeu a ter medo do Fokker 100. Eu não.

Logo após decolar com destino ao Rio de Janeiro o PT-MRK teve um problema mecânico e mergulhou sobre algumas casa nas proximidades do aeroporto de Congonhas.
Era uma quinta-feira. Cheguei atrasado no serviço e quando cheguei já estavam todos agitados.
Teve gente que até marejou os olhos quando me viu. Homem adulto, quase da idade do meu pai.

Eu explico.
Havia uma visita para ser feita a um cliente no Rio, e eu tinha passado a quarta-feira tentando convencer o chefe a me liberar para ir na quinta, Ponte Aérea na sexta é um inferno, e já tinha feito reserva exatamente para o vôo 402.
Final da quarta, empresa às moscas, eu e o chefe ainda nos batíamos, eu querendo ir para o Rio na quinta, ele insistindo que sexta seria melhor, até porque o cliente tinha de fazer um depósito e coisa e tal.
Como chefe é chefe, valeu o que ele queria, mas só nós dois sabíamos disso, e um dos motivos para eu não ir na quinta-feria era o fato de que o chefe não estaria na empresa.
Pois bem, ligamos para a TAM e remarcamos a passagem.

Voltando para quinta, só quando cheguei para trabalhar é que todos tiveram certeza de que eu não estava no avião. Por isso a comoção.

Na sexta, eu voei para o Rio, no vôo 402, sem dar muita importância ao fato.
Cochilei antes da decolagem e só acordei com a chacoalhada do pouso - como faço até hoje.
Lerdo, demorei meses para me dar conta da importância daquele dia e não guardei o canhoto da passagem.
Na época achei que era lixo. Só mais um vôo.

Não tenho medo do Fokker 100, ao contrário, é meu avião favorito.
Sempre que entro em um lembro daquele dia. É, ninguém morre na véspera...

Conto isso devido ao recente problema na porta de um Fokker 100, que fez com que muitos se manifestassem contra ele, meu avião favorito. Aqui alguns dados para os detratores do meu avião:

100 piores acidentes da história da aviação (em número de vítimas)
http://www.planecrashinfo.com/worst100.htm

Base de dados (ano a ano)
http://www.planecrashinfo.com/database.htm

Procurem acidentes com o Fokker 100 e verão que são quase impossívelis de encontrar, por terem sido pouquíssimos. No fundo, os detratores do Fokker 100 têem é inveja!

30 outubro 2006

Advinha quem é

Adivinhem quem é:

1 - Fazia trabalhos manuais;
2 - Não estudou porque não quis;
3 - Viveu ocioso por 2 anos;
4 - Foi declarado inapto para o seu ofício;
5 - Não tinha inclinação para o trabalho regular;
6 - Aderiu ao partido operário e foi fundador de um Partido dos Trabalhadores;
7 - Foi detido (por poucas horas) por agitação e conspiração contra o governo;
8 - Depois de tentativas fracassadas de chegar ao poder, decidiu que o movimento precisava chegar ao poder por meios legais;
9 - Passou a receber doações de campanha de empresários (industriais), que colocaram o partido em base financeira sólida;
10 - Utilizou-se de demagogia, fazendo um apelo emocional para a classe média e os desempregados, baseado na sua fé de que seu país acordaria de seus sofrimentos e assumiria a sua grandeza;
11 - Orador magnetizante, usou fartamente do artifício da sedução em assa , com a habilidade de um ator, recebendo grande apoio popular.

Resposta: Adolph Hitler.

PS - Lula continua ocioso até hoje (item 3)

25 outubro 2006

Uma despedida bem vinda

Fazia um tempo que meus colaboradores não davam o ar da graça, e com isso também perdeu um pouco da sua.
Pois bem, hoje recebi o texto que segue do nosso amigo Roberto Brandão.
Como sempre, belo texto, idéias coerentes e bem postas.
Fica o ponto para discussão (civilizada).

Quem sabe o Joaquim se empolga e também dá o ar da sua graça.
Sem mais delongas...


UMA DESPEDIDA BEM-VINDA

O GP Brasil de Fórmula 1 de 2006, em Interlagos, marcou uma série de despedidas, como há muito não se via na categoria, talvez até um novo recorde. Uma das fornecedoras de pneus se retira, um dos mais brilhantes estrategistas de pista e diretor da equipe mais vitoriosa desta década vai descansar, patrocinadores que se vão em revoada, cedendo lugar a novos anunciantes, pilotos trocando de equipes e a despedida do maior gênio deste esporte, seu melhor piloto.

A especulação sobre a aposentadoria de Michael Schumacher, um rumor constante desde o início da temporada, parece ter desencadeado uma movimentação sem precedentes, nos últimos anos, provocando uma série de troca de pilotos e equipes, representando uma saudável renovação e oxigenação num mercado tão fechado e restrito.

Para o próximo ano, não há como disfarçar a ausência do alemão, que será muito sentida, bem como a de seu parceiro estrategista Ross Brown. Outras ausências serão mais facilmente absorvidas e, com o passar do tempo, estaremos acomodados e acostumados às mudanças. Porém, existem algumas ausências que serão muito bem-vindas, apontando para perspectivas de alívio imediato, em especial no que tange ao ambiente extra-pista e no convívio de apaixonados por este esporte.

A saída de Schumacher encerra com anos de ódios de insultos, a maioria vinda de parte da torcida brasileira que, saudosos de Senna e não encontrando para quem torcer, dedicaram-se, por anos e anos a odiar o alemão, como se ele fosse culpado de saber utilizar seu dom e talento inatos. Intolerantes e intransigentes, substituíram a paixão por um ídolo pela raiva a outro, justamente aquele já se apresentava como o grande nome da Fórmula 1. Seria o mesmo que, inconformados com a aposentadoria de seu maior ídolo, os alemães passassem agora a odiar e torcer contra Fernando Alonso, apenas porque este se apresenta como virtual substituto do heptacampeão.

Esta torcida brasileira, apelidada de viúva, poderia dirigir toda esta energia, torcendo, de forma positiva para os pilotos da terra. Seus torcedores, que costumavam dirigir todas as suas frustrações, recalques e complexos contra um competidor, ficaram mais uma vez órfãos, não tendo para quem torcer a favor, nem a quem odiar.

Para nosso alívio, é mais uma despedida que aconteceu. Só que esta, muito bem-vinda! Os textos ofensivos, a raiva, intransigência e intolerância se retiram. Os que fizeram disso uma motivação para assistir às corridas, devem estar pensando sobre o vazio de suas vidas a partir do ano que vem. Nós agradecemos a sua ausência e não sentiremos sua falta.

23 outubro 2006

Takuma Sato


2 Renaults,
2 Ferraris,
2 McLarens,
2 Hondas,
1 BMW e Takuma Sato.

Sim o japonês fez e aconteceu em Interlagos no último domingo.

Ele que já é o maior piloto japonês da Formula 1 (em números) caminha para se tornar um ídolo imortal (para os japoneses - é claro). No Japão ele já tinha arrancado a SuperAguri da última fila, e agora termina atrás apenas dos carros das grandes.
Fui durante muito tempo um crítico do estilo do Sato, mas acho que as últimas filas fizeram bem a ele. Para o próximo ano corremos o risco da Honda viver seus dias de RBR, com carros da equipe B chegando na frente dos da equipe A.
E com isso Taku e Aguri vão escrevendo seus nomes, num projeto 100% nipônico com dois grandes líderes. Não me assustarei se em 2007 eles beliscarem um pódio.

22 outubro 2006

Rubens Norris

Nesta semana o excelentíssimo senhor Rubens Barrichelo está no Brasil.
À trabalho, que fique claro. Ele não foi passear.
E como não está passeando, também não quer saber de brincadeira.
Não avisaram isso aos “abusados” do Pânico, que ignorando a importância do senhor Rubens para o automobilismo brasileiro (e mundial, porque não!), fizeram troça do magnânimo e inoxidável bi-vice campeão mundial de Formula 1.

Rubens se tornou há alguns anos cidadão do mundo. Uma celebridade, e como tal, tem uma imagem a zelar.
Essa pelo menos é a opnião dele e de sua acessoria de imprensa.
Vale comentar que não consigo me lembrar quando foi a última vez que vi uma propaganda com esse senhor na TV (ou em qualquer outra mídia).
Me parece que o senhor Rubens zela por uma imagem que não existe. Tenho a impressão de que ninguém quer sua imagem ligada a seus produtos. Talvez, eu repito, talvez, isso aconteça porque ele se leva a sério demais.

Quem acessa internet mais cedo ou mais tarde encontra alguma das inúmeras listas de Chuck Norris Facts. Listas que incluem pérolas como:
Chuck Norris não envelhece, ele dá um Round Hose Kick no tempo;
Chuck Norris não pula, ele empurra a Terra para baixo;
Se Chuck Norris fosse mandado para o Iraque ele não só acabaria com a guerra, mas também exterminaria todos os homens do oriente médio, com um só Round Hose Kick;

Nos Estados Unidos fizeram uma matéria para um programa da TV a cabo com o próprio Chuck. Lá pelas tantas o apresentador, que vinha levando a entrevista na maior seriedade, pergunta o que ele acha das listas de Chuck Norris Facts e dá alguns exemplos toscos.
Chuck dá uma risada, lista mais dois ou três CNF e em seguida completa, “eu considero essas listas um grande elogio”.

A entrevista seguiu, mas o mais importante foi a forma como aquele senhor de 67 anos administra toda troça que é feita dele.
Ele dá risada. Ele leva numa boa. Ele segura a onda.

Não sou conselheiro. Não quero, nem espero nada do excelentíssimo senhor Rubens, mas tenho um fato para incluir nas listas mundiais de Chuck Norris Facts:
Se Chuck Norris guiasse o Honda número 11 ele teria vencido 17 corridas este ano, sem apertar nenhum botão no volante e sem usar o controle de tração.

19 outubro 2006

Reciclando 2 - Grande Joaquim, Grande Salomão

Postado no meu blog antigo em 17/07/06

Cheguei tarde e o Joaquim já bateu logo no relógio... "isso são horas?" pra em seguida abrir um sorrisão... meia dúzia de histórias (que vou aos poucos contando) e algumas conversas sobre nossas postagens aqui e o Joaquim some. Some mas aparece de novo. Agora sério. Compenetrado.
Fiquei preocupado, mas só até o Brandão me contar que ele ia de Pace Car com o Salomão... putz, que legal.

Fui pro pit-wall (sempre quis escrever isso)...

"Estou ao lado do Salomão, este ao volante do Super Okrasa, pace car. Ao lado, Zullino, de Porsche 356.
Salomão larga, sim, Salomão larga, não sai com o carro simplesmente.
De cara deu pra notar que o ritmo não vai ser de carro madrinha.
S do Senna, Salomão dá um tico de freio, joga a barta pra dentro do S, sou jogado de um lado para o outro. Fui traído pela inocência. Achei que o Salomão ia light e não apertei o cinto.
Salomão dá logo uma gozada: "Segura, malandro!"...
Reta do Sol, o Okrasa empurra muito rápido, nem parece 1200cc.
Chega a Curva do Sol, Salomão joga uma terceira, mata o carro no motor, joga a frente do bicho pra curva. A traseira ameaça sair mas o homem, com a ponta dos dedos, bota ordem na casa. Pé embaixo, vem o Laranja. Espero o Salomão aliviar. Estou esperando até agora. Que aliviar que nada, é pé embaixo na curva.
O Okrasa nem se mexe, já aponta para a entrada do S. Aqui, punta-taco como manda o figurino, espeta-se uma terceira, trabalho de volante. Saída num contra-esterço rápido, vem o Pinheirinho, contornado a toques de acelerador e golpes de direção, traseira querendo visitar a grama. "Vai aparar?" penso em perguntar, mas o Salomão impõe ordem na baderna antes.
Bico de Pato demanda uma segunda, punta-taco como manda o figurino, e executado com perfeição. O motor ruge, suave. Pé embaixo para o Mergulho, que o Okrasa ignora olimpicamente, leve escorregada de lado, já apontando pra Junção. Daí é um crescendo, subida do Café e entrada dos boxes. Pena que acabou.
Valeu Salomão, obrigado pela aula."

Valeu Joaquim... obrigado por compartilhar...

Reciclando


Texto postado originalmente depois da corrida no Japão.
Foto adicionada hoje.



Acabou uma era.
Um piloto que se aposentou hoje determinou isso.
Não se aposentou de fato, mas se aposentou.
Eu explico. Ele não tem mais nada para fazer na Formula1.

Mesmo que ele vença no Brasil (não acredito), sua história como piloto acabou.

Um piloto guia seu carro, mas também precisa liderar uma equipe, ou parte dela.
Um piloto guia seu carro, mas também leva as expectativas e esperanças de muitos com ele no carro.
Um piloto, guiando seu carro, desperta amor e ódio.

No caso dele, já não há mais liderança.
No caso dele, já não há mais expectativas.
No caso dele, já não há mais nada.

A equipe continua e continuará existindo, mas ele já não faz mais parte dela.
Sua história acabou.
Ali ele não tem um futuro. Não contam mais com ele.

No Japão, onde muito foram endeusados ele passou despercebido.
Nessa madrugada, não foi o nome dele que gritaram. A festa não era pra ele.

Pela Jovem Pan eu ouvi as japonesas gritarem o nome de seu companheiro de equipe e percebi, num estalo, "acabou, Rubens Barrichello acabou."

Rubens Barrichello já não é competitivo. Já não entusiasma. Já não é importante.
Depois de sobreviver a Michael Schumacher Rubens acaba sendo aposentado por Jenson Button...

Acabou uma era.

A expectativa de um campeão brasileiro no ano que vem não existe.
Uma era de competitividade e vitórias brasileiras na F1 se encerrou.
Pace, Fittipaldi, Piquet, Senna e Barrichelo se sucederam na geração de expectativas.
Não há sucessor.

A geração que veio depois de Rubens naufragou sem se firmar na F1.
Passaram por ela apenas.

Massa será coadjuvante ano que vem mais uma vez.
Nelsinho só piloto de teste (ou piloto em teste) e Bruno Senna talvez nem chegue lá, não temos certeza ainda.

Acabou.

155ª vítima


Para quem sabe que a vida é mais que Formula1 recomendo a leitura do editorial do JetSite.

http://www.jetsite.com.br/2006/editorial.asp

RBR neles!

Não achei que este dia fosse chegar, mas chegou.
Hoje eu vou concordar com o Glavão Bueno. Mais que isso, passarei a imitá-lo.

A fábrica de energético que tem 4 carros no grid da Formula1 andou hoje com um carro em São Paulo. Mas não é isso que interessa. O que interessa é que ontem eles não andaram. E foi avisado (por eles) via imprensa que andariam.

O comunincado fez com que muita gente acordasse cedo e levasse crianças para verem de perto um F1, o que não aconteceu. O evento havia sido cancelado na véspera, porémha via sido cancelado tarde demais e silenciosamente demais.

Tenho um filho de seis anos e uma filha a caminho. Fiquei imaginando a situação.

Se eu estivesse em São Paulo talvez tivesse me aventurado a ir ver um Formula1 em ação. Obviamente teria ido na quarta, e teria de voltar pra casa explicando para meu filho porque ele não viu o carro que EU prometi que ele veria.
Meu filho não lê jornal. Meu filho não acessa sites sobre corridas. Ele iria COMIGO, porque EU teria dito que ele veria um Formula1.
EU teria de explicar para ele porque EU não cumpri o prometido.

Em solidariedade aos pais que passaram por isso (e ao Galvão) eu passo a chamar os carros dos vendedores de latinha de RBR e STR.

13 outubro 2006

Sexta-feira 13

Muita gente vincula a sexta-feira 13 e o azar.
É a data preferida para a estréia de filmes de suspense e terror.

Mas vamos falar em sorte...
e já que o assunto do blog deveria ser "motor" vejam alguns casos de sorte (extrema) sobre rodas (ou perto delas)


Lucky To Be Alive Compilation - video powered by Metacafe

Aproveitando o feriado

Aproveitando que ontem foi feriado muita hoje "enforcou" a sexta.
Uma pescaria seria uma boa idéia. ou não??

11 outubro 2006

Pendências 2



Aí vai para os curiosos de plantão...
E como diz um amigo, mais não digo!

10 outubro 2006

Calvin e Haroldo

Para quem gosta de tirinhas é um prato cheio.
Descobri este blog sobre o pequeno e hiper-ativo Calvin.
Vale a visita.

http://depositodocalvin.blogspot.com/

Pendências


Eu estou devendo uma foto do ultra-som do bebê e uma foto da vista da varanda nova...
Metade eu resolvo agora.
A outra metade quando souber o sexo do bebê.

09 outubro 2006

Tente não rir

Tentem não rir deste quadro da TV japonesa.
Dá pra ver que a TV no Brasil não é tão idiota assim, mas que é engraçado é...


Do Not Laugh - video powered by Metacafe

08 outubro 2006

Acabou uma era

Acabou uma era.
Um piloto que se aposentou hoje determinou isso.
Não se aposentou de fato, mas se aposentou.
Eu explico. Ele não tem mais nada para fazer na Formula1.

Mesmo que ele vença no Brasil (não acredito), sua história como piloto acabou.

Um piloto guia seu carro, mas também precisa liderar uma equipe, ou parte dela.
Um piloto guia seu carro, mas também leva as expectativas e esperanças de muitos com ele no carro.
Um piloto, guiando seu carro, desperta amor e ódio.

No caso dele, já não há mais liderança.
No caso dele, já não há mais expectativas.
No caso dele, já não há mais nada.

A equipe continua e continuará existindo, mas ele já não faz mais parte dela.
Sua história acabou.
Ali ele não tem um futuro. Não contam mais com ele.

No Japão, onde muito foram endeusados ele passou despercebido.
Nessa madrugada, não foi o nome dele que gritaram. A festa não era pra ele.

Pela Jovem Pan eu ouvi as japonesas gritarem o nome de seu companheiro de equipe e percebi, num estalo, "acabou, Rubens Barrichello acabou."

Rubens Barrichello já não é competitivo. Já não entusiasma. Já não é importante.
Depois de sobreviver a Michael Schumacher Rubens acaba sendo aposentado por Jenson Button...

Acabou uma era.

A expectativa de um campeão brasileiro no ano que vem não existe.
Uma era de competitividade e vitórias brasileiras na F1 se encerrou.
Pace, Fittipaldi, Piquet, Senna e Barrichelo se sucederam na geração de expectativas.
Não há sucessor.

A geração que veio depois de Rubens naufragou sem se firmar na F1.
Passaram por ela apenas.

Massa será coadjuvante ano que vem mais uma vez.
Nelsinho só piloto de teste (ou piloto em teste) e Bruno Senna talvez nem chegue lá, não temos certeza ainda.

Acabou.

07 outubro 2006

Piloto cego

As pessoas tem o costume de chamar de cego quem dirige mal.
Este TOP GEAR me fez pensar sobre isso.



Sim. O ceguinho mandou bem!!!

02 outubro 2006

Mais um pouco de Venezuela

É um belo país a Venezuela.

Tudo bem que eles não têm Pelé;
Tudo bem que eles não têm Zico;
Mas eles também não têm brigas no metrô entre as torcidas de Corinthians-Palmerias-São Paulo (ou no Maracanã entre Vasco-Flamengo-Botafogo-Fluminense).

Tudo bem que eles não têm Senna;
Tudo bem que eles não têm Piquet;
Mas eles também não têm Jacarepaguá sendo destruído pelo interesse imobiliário-especulativo-político.

Tudo bem que eles não têm a Folha de São Paulo;
Tudo bem que eles não têm o Jornal do Brasil;
Mas eles também não têm a Veja, nem a Vejinha.

Tudo bem que eles não puderam torcer para sua seleção na Copa do Mundo;
Mas eles também não tiveram de torcer para a nossa seleção na Copa do Mundo.

Tudo bem que eles não tem Boris Casoy;
Mas eles também não tem William Bonner, nem Datena.

Tudo bem que eles não tem Bossa Nova
Mas eles também não tem Funk carioca, nem Axé.

Mas eles também não têm MST, nem MLST, nem PT!

Gostei dessa tal de Venezuela.
Mas, apesar de tudo, ainda prefiro o Brasil.