20 novembro 2006

Para os amigos...

Para o Salomão...

O reconhecimento como Carro Europeu do Ano foi para o Alfa Brera.
A escolha se baseou em "suas linhas elegantes, excelência mecânica e interior acolhedor"
O Japan Automotive Hall of Fame foi quem deu o prêmio.
A máquina também já tinha sido eleita "O carro mais bonito do mundo" em janeiro por um júri de notáveis (como Prost e Briatore).

Difícil discordar dos prêmios e da paixão do Salomão...


Coluna do Reginaldo Leme no Grande Prêmio

http://ultimosegundo.ig.com.br/paginas/grandepremio/materias/400501-401000/400600/400600_1.html

Eu ia entrar no mérito do oportunismo da coluna, mas não vou.
Fica só o registro (e uma pergunta).
De uns tempos pra cá mais gente voltou a se interessar pelos heróis de outrora.
Será coincidência?

Eu, particularmente, não acredito em nenhum tipo de coincidência.
Bom... Da próxima vez avisem ao Reginaldo que eu tenho mais fotos...













Eu com Bird Clemente, Chico Lameirão e Bob Sharp.
(o papagaio de pirata é o Portilho Filho - grande Matuzinha)

Classe de 2006


53º Grande Prêmio de F3 de Macau. Vitória do britânico Mike Conway (com um Dallara-Mercedes).
Apenas dois brasileiros (terminando em 10º e 24º respectivamente).
Já estivemos mais bonitos na fita, mas vale dizer que Macau também já foi mais importante para nós.

Maximo TV - plantão da Stock Car

Minha opnião sobre a Stock Car já é conhecida dos mais próximos.
Não vejo graça na multi-bolha. Seria mais honesto correrem todos com a mesma bolha e assumir que é mono-marca, mas isso não é problema meu.
Um grid super-lotado, "autódromos" de araque, um regulamento tosco e um tri-vice... receita de confusão...
Foi o que aconteceu no Rio neste domingo. A penúltima etapa da Stock terminou algumas horas depois do programado devido a uma enxurrada de reclamações e recursos.
A vedete da confusa prova foi o incidente entre Bueno e Losacco.
Um vinha fazendo uma corrida decadente e o outro ascendente. Se encontraram numa disputa de posição intermediária e houve um toque (na verdade eu contei mais de um).
Primeiro não era nada, depois virou uma punição para Bueno.
Losacco reclamou de Bueno, que reclamou de todo mundo.
Toques fazem partes das categorias de Turismo, mas para tudo há limite. Mudanças de trajetória fazem parte da pilotagem defensiva, mas novamente existem limites.
Abro aspas para a declaração de Bueno:
"Ao final da curva, com os carros lentos, ele traz o carro para dentro e há o encontrão". As opniões variam, mas o vídeo complica a vida de Bueno.

Abaixo um vídeo postado no YouTube. Assistam com especial atenção aos seguintes instantes:
4:39 Losacco por dentro, já passou Bueno
4:41 Losacco espalha e Bueno vem por dentro
4:42 acontece o toque (esse eu considero defensável)
4:43 começa a ficar complicado concordar com a versão do Bueno.
4:43 há um segundo toque
4:44 aí fica impossível concordar com a versão do Bueno.
Ele aponta a frente do carro para o lado de fora da curva, fechando claramente o Losacco



Bueno, que caminha para ser tetra-vice, viveu um dia de Barrichello, chorando mais do que deveria.
Falou de si mesmo na terceira pessoa, o que é um péssimo sinal.
Lamento, mas fico com as imagens. (reparem no logo borrado)

17 novembro 2006

Maximo TV - plantão especial

O prezado Tom Dickson "subiu" mais este vídeo.
Para os indecisos sobre o presente da esposa neste Natal, aí vai de novo...

Will it blend?

40 canetas

Maximo TV

Para aqueles que passam as 48 horas do final de semana conectados, vão algumas coisas interessantes que fui encontrando ao longo da semana.

Million dollar motors – coches millionarios (em espanhol)
McLaren F1, Ford GT, Maybach 62, Ferrari Enzo, Cadlack 16, Saleem S7, Rolls Royce Phantom.
Meu único comentário é "assistir e babar".
Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5




Motor a ar comprimido (em português)
O mundo está viciado em petróleo, mas também em motores a explosão.
Zero emissão e custo extremamente baixo - uma opção para um carro urbano, ou algo mais.
São os "carros" movidos a ar-comprimido.
Depois de ver o vídeo você vai achar bastante óbvio.

Parte 1


Parte 2

pequenos meninos - grandes homens

Criar um filho é uma extremamente prazerosa, mas igualmente difícil.

A principal dificuldade é não poder experimentar. Não dá pra criar um filho mal e depois voltar e fazer de novo. Ir ajustando aos poucos não é uma opção. Você precisa acertar na primeira.
Não dá pra consertar certos erros, então você não pode cometê-los, mas a verdade é que não sabemos que grandes erros seriam esses. Conhecemos apenas os resultados que queremos, e os que não queremos, mas não os meios de alcança-los e evita-los respectivamente.
Por nos esforçarmos, cremos estar fazendo um bom trabalho, mas os pais, pelo menos os que conheço, sempre ficam um pouco inseguros. Otimistas, mas inseguros.
Às vezes as crianças ajudam. Dão sinais, antecipando que as coisas vão bem, ou mal.

Esses dias vivi um momento desses.

Na escola onde meu filho estuda eles tem uma mini-pizza na cantina que deve ser muito boa, porque ele é exigente, e sempre fala dela, então, uma ou duas vezes por semana ele leva dois reais pra escola pra comer a dita mini-pizza.
Conversando com minha esposa sobre o dia do Jorge, ela comentou que tinha dado dinheiro para ele, e só por curiosidade, e por imaginar conhecer a resposta, perguntei o que ele tinha comprado.
- "ele falou que comprou uma mini-pizza e duas tortuguitas".
Enquanto eu pensava que uma tortuguita deveria ter derretido na mochila (ele não é muito de doce) minha esposa emendou, "aí quando eu perguntei para ele onde estava a outra tortuguita (ela também achou que tinha derretido na bolsa - gente grande é tão inocente) ele falou que tinha dado para o Moreira" (sim os garotos aos 6 anos pouco de idade já se tratam pelo sobrenome)
- "e eu perguntei 'por que, ele te pediu?' " completou ela com um ar curioso. Mais curioso estava eu, e a resposta do meu filho de 6 anos não poderia ser mais precisa e pedagógica.

- "não, mas é que ele comentou, semana passada, que tem dia que ele não tem dinheiro pra comprar nada na cantina, e ele é meu amigo, então como eu tinha dinheiro eu comprei pra ele."

Eu marejei os olhos. São coisas pequenas (como uma Tortuguita) que fazem a gente ter certeza de que está fazendo um bom trabalho.

16 novembro 2006

Baliza extremamente fácil

Os estudantes da Universidade de Toledo (nos USA) desenvolveram um sistema bastante interessante. Rouba espaço no porta-malas, mas para um carro "urbano" seria uma solução interessante.
O vídeo é de abril deste ano.
Lógicamente existem outras soluções mais tecnológicas, mas esta tem exatamente a vantagem de ser (aparentemente) mais simples de implementar.

Vamos ver...

15 novembro 2006

Will it blend?

The question is...will it blend?

Maridos e filhos têm o péssimo costume de presentearem esposas e mães com utensílios domésticos, ao invés de presentes pessoais.
O melhor seria fugir deste (odiado) lugar-comum, mas para aqueles que quiserem "errar" neste Natal, aqui vai uma opção para "errar com estilo".
Que tal comprar um belo liquidificador para sua esposa ou para sua mãe?

Dê um BlendTec (http://www.blendtec.com/), mas antes de comprar dê uma olhada nos vídeos abaixo. Neles, um aparelho da marca é testado para "liquidificar" alguns itens inusitados...

"The question is... will it blend?" - com esta pergunta o simpático tiozinho abre os vídeos. Olhem e pasmem.

bolas de golfe


bolinhas de gude


cartoes de crédito


Frango frito com coca-cola


cabo de madeira

03 novembro 2006

Esquerda, Direita, Imprensa e o Povo

Cresci ouvindo meu pai reclamar da imprensa "canhota" que embelezava a feiúra do Socialimo. Hoje vejo os esquerditas ralharem com a imprensa "destra" que enfeia a beleza de seu projeto.

Não acho que a imprensa tenha mudado. Aliás, meu pai continua apontando setores da imprensa como canhotos, e desde sempre a Esquerda reclama da imprensa destra.

Poder e imprensa sempre estarão em trincheiras opostas. Até acho que assim deve ser.
Excessos à parte, acho que o papel da imprensa deve ser mostrar os erros, os desmandos e os roubos, até porque para mostrar o que é feito de positivo gasta-se uma fortuna do dinheiro público - o que considero indecente.

O problema é que entre as trincheiras está o povo, sendo bombardeado, e sem armas ou munição. A verdade se tornou relativa. Cada parte escolhe a que lhe sirva melhor.
E aqui cabe um comentario. Quando falo em Povo, falo dos não-politicos, dos não-filiados, dos alienados (como somos constantemente chamados por um e outro lado).

Falo daqueles que não tem como prioridade uma corrente ideológica, mas com um país melhor. Falo daqueles que concordam com a esquerda (quando esta acerta), e com a direita idem. Falo dos que antes de tudo são bem intecionados.
Cabe um exemplo. Eduardo Suplicy é, aos meus olhos, um homem bem intecionado, mas antes de bem intencionado é petista (Não digo como crítica - nem elogio. Digo como constatação)
Eduardo Suplicy não é Povo.
Mais um exemplo. Marcos Cintra é um dos Liberais mais bem intencionados (da forma como enxergo), mas é PFL antes de ser bem intencionado, por isso tambem não é Povo (novamente, apenas uma constatação).

Cada lado da batalha se vê dono da verdade.
Povo versus atraso - diz a esquerda.
Povo versus atraso - diz a direita

A esquerda se diz povo, a direita se diz povo, e assim, para o Povo, sobra o atraso.
Circulam pela internet textos (no mínimo oportunistas) que até confirmam que a culpa é do Povo.

Nas duas trincheiras prega-se "o bem do Povo".
Menos impostos gerariam mais empregos. Mais impostos gerariam mais benefícios.
Um Governo presente e forte garante o bem-estar. Um Governo mínimo garante o progresso.

No fundo nada disso interessa ao Povo.
Falta, na minha opnião, aplicação prática ao debate político.

Esquerda, Direta e Imprensa... me respondam por favor.
Guardioes do Povo...

Porque o transporte coletivo não é de graça? Isso sim faria diferença na vida do Povo.

01 novembro 2006

Reciclando - atrasado

Ontem completaram-se 10 anos que nao morri.
Pra variar eu esqueci.
Reciclo um texto que conta um pouco...

31 de outubro de 1996.
Exatamente as 8:27 da manhã o brasileiro aprendeu a ter medo do Fokker 100. Eu não.

Logo após decolar com destino ao Rio de Janeiro o PT-MRK teve um problema mecânico e mergulhou sobre algumas casa nas proximidades do aeroporto de Congonhas.
Era uma quinta-feira. Cheguei atrasado no serviço e quando cheguei já estavam todos agitados.
Teve gente que até marejou os olhos quando me viu. Homem adulto, quase da idade do meu pai.

Eu explico.
Havia uma visita para ser feita a um cliente no Rio, e eu tinha passado a quarta-feira tentando convencer o chefe a me liberar para ir na quinta, Ponte Aérea na sexta é um inferno, e já tinha feito reserva exatamente para o vôo 402.
Final da quarta, empresa às moscas, eu e o chefe ainda nos batíamos, eu querendo ir para o Rio na quinta, ele insistindo que sexta seria melhor, até porque o cliente tinha de fazer um depósito e coisa e tal.
Como chefe é chefe, valeu o que ele queria, mas só nós dois sabíamos disso, e um dos motivos para eu não ir na quinta-feria era o fato de que o chefe não estaria na empresa.
Pois bem, ligamos para a TAM e remarcamos a passagem.

Voltando para quinta, só quando cheguei para trabalhar é que todos tiveram certeza de que eu não estava no avião. Por isso a comoção.

Na sexta, eu voei para o Rio, no vôo 402, sem dar muita importância ao fato.
Cochilei antes da decolagem e só acordei com a chacoalhada do pouso - como faço até hoje.
Lerdo, demorei meses para me dar conta da importância daquele dia e não guardei o canhoto da passagem.
Na época achei que era lixo. Só mais um vôo.

Não tenho medo do Fokker 100, ao contrário, é meu avião favorito.
Sempre que entro em um lembro daquele dia. É, ninguém morre na véspera...

Conto isso devido ao recente problema na porta de um Fokker 100, que fez com que muitos se manifestassem contra ele, meu avião favorito. Aqui alguns dados para os detratores do meu avião:

100 piores acidentes da história da aviação (em número de vítimas)
http://www.planecrashinfo.com/worst100.htm

Base de dados (ano a ano)
http://www.planecrashinfo.com/database.htm

Procurem acidentes com o Fokker 100 e verão que são quase impossívelis de encontrar, por terem sido pouquíssimos. No fundo, os detratores do Fokker 100 têem é inveja!

30 outubro 2006

Advinha quem é

Adivinhem quem é:

1 - Fazia trabalhos manuais;
2 - Não estudou porque não quis;
3 - Viveu ocioso por 2 anos;
4 - Foi declarado inapto para o seu ofício;
5 - Não tinha inclinação para o trabalho regular;
6 - Aderiu ao partido operário e foi fundador de um Partido dos Trabalhadores;
7 - Foi detido (por poucas horas) por agitação e conspiração contra o governo;
8 - Depois de tentativas fracassadas de chegar ao poder, decidiu que o movimento precisava chegar ao poder por meios legais;
9 - Passou a receber doações de campanha de empresários (industriais), que colocaram o partido em base financeira sólida;
10 - Utilizou-se de demagogia, fazendo um apelo emocional para a classe média e os desempregados, baseado na sua fé de que seu país acordaria de seus sofrimentos e assumiria a sua grandeza;
11 - Orador magnetizante, usou fartamente do artifício da sedução em assa , com a habilidade de um ator, recebendo grande apoio popular.

Resposta: Adolph Hitler.

PS - Lula continua ocioso até hoje (item 3)

25 outubro 2006

Uma despedida bem vinda

Fazia um tempo que meus colaboradores não davam o ar da graça, e com isso também perdeu um pouco da sua.
Pois bem, hoje recebi o texto que segue do nosso amigo Roberto Brandão.
Como sempre, belo texto, idéias coerentes e bem postas.
Fica o ponto para discussão (civilizada).

Quem sabe o Joaquim se empolga e também dá o ar da sua graça.
Sem mais delongas...


UMA DESPEDIDA BEM-VINDA

O GP Brasil de Fórmula 1 de 2006, em Interlagos, marcou uma série de despedidas, como há muito não se via na categoria, talvez até um novo recorde. Uma das fornecedoras de pneus se retira, um dos mais brilhantes estrategistas de pista e diretor da equipe mais vitoriosa desta década vai descansar, patrocinadores que se vão em revoada, cedendo lugar a novos anunciantes, pilotos trocando de equipes e a despedida do maior gênio deste esporte, seu melhor piloto.

A especulação sobre a aposentadoria de Michael Schumacher, um rumor constante desde o início da temporada, parece ter desencadeado uma movimentação sem precedentes, nos últimos anos, provocando uma série de troca de pilotos e equipes, representando uma saudável renovação e oxigenação num mercado tão fechado e restrito.

Para o próximo ano, não há como disfarçar a ausência do alemão, que será muito sentida, bem como a de seu parceiro estrategista Ross Brown. Outras ausências serão mais facilmente absorvidas e, com o passar do tempo, estaremos acomodados e acostumados às mudanças. Porém, existem algumas ausências que serão muito bem-vindas, apontando para perspectivas de alívio imediato, em especial no que tange ao ambiente extra-pista e no convívio de apaixonados por este esporte.

A saída de Schumacher encerra com anos de ódios de insultos, a maioria vinda de parte da torcida brasileira que, saudosos de Senna e não encontrando para quem torcer, dedicaram-se, por anos e anos a odiar o alemão, como se ele fosse culpado de saber utilizar seu dom e talento inatos. Intolerantes e intransigentes, substituíram a paixão por um ídolo pela raiva a outro, justamente aquele já se apresentava como o grande nome da Fórmula 1. Seria o mesmo que, inconformados com a aposentadoria de seu maior ídolo, os alemães passassem agora a odiar e torcer contra Fernando Alonso, apenas porque este se apresenta como virtual substituto do heptacampeão.

Esta torcida brasileira, apelidada de viúva, poderia dirigir toda esta energia, torcendo, de forma positiva para os pilotos da terra. Seus torcedores, que costumavam dirigir todas as suas frustrações, recalques e complexos contra um competidor, ficaram mais uma vez órfãos, não tendo para quem torcer a favor, nem a quem odiar.

Para nosso alívio, é mais uma despedida que aconteceu. Só que esta, muito bem-vinda! Os textos ofensivos, a raiva, intransigência e intolerância se retiram. Os que fizeram disso uma motivação para assistir às corridas, devem estar pensando sobre o vazio de suas vidas a partir do ano que vem. Nós agradecemos a sua ausência e não sentiremos sua falta.

23 outubro 2006

Takuma Sato


2 Renaults,
2 Ferraris,
2 McLarens,
2 Hondas,
1 BMW e Takuma Sato.

Sim o japonês fez e aconteceu em Interlagos no último domingo.

Ele que já é o maior piloto japonês da Formula 1 (em números) caminha para se tornar um ídolo imortal (para os japoneses - é claro). No Japão ele já tinha arrancado a SuperAguri da última fila, e agora termina atrás apenas dos carros das grandes.
Fui durante muito tempo um crítico do estilo do Sato, mas acho que as últimas filas fizeram bem a ele. Para o próximo ano corremos o risco da Honda viver seus dias de RBR, com carros da equipe B chegando na frente dos da equipe A.
E com isso Taku e Aguri vão escrevendo seus nomes, num projeto 100% nipônico com dois grandes líderes. Não me assustarei se em 2007 eles beliscarem um pódio.

22 outubro 2006

Rubens Norris

Nesta semana o excelentíssimo senhor Rubens Barrichelo está no Brasil.
À trabalho, que fique claro. Ele não foi passear.
E como não está passeando, também não quer saber de brincadeira.
Não avisaram isso aos “abusados” do Pânico, que ignorando a importância do senhor Rubens para o automobilismo brasileiro (e mundial, porque não!), fizeram troça do magnânimo e inoxidável bi-vice campeão mundial de Formula 1.

Rubens se tornou há alguns anos cidadão do mundo. Uma celebridade, e como tal, tem uma imagem a zelar.
Essa pelo menos é a opnião dele e de sua acessoria de imprensa.
Vale comentar que não consigo me lembrar quando foi a última vez que vi uma propaganda com esse senhor na TV (ou em qualquer outra mídia).
Me parece que o senhor Rubens zela por uma imagem que não existe. Tenho a impressão de que ninguém quer sua imagem ligada a seus produtos. Talvez, eu repito, talvez, isso aconteça porque ele se leva a sério demais.

Quem acessa internet mais cedo ou mais tarde encontra alguma das inúmeras listas de Chuck Norris Facts. Listas que incluem pérolas como:
Chuck Norris não envelhece, ele dá um Round Hose Kick no tempo;
Chuck Norris não pula, ele empurra a Terra para baixo;
Se Chuck Norris fosse mandado para o Iraque ele não só acabaria com a guerra, mas também exterminaria todos os homens do oriente médio, com um só Round Hose Kick;

Nos Estados Unidos fizeram uma matéria para um programa da TV a cabo com o próprio Chuck. Lá pelas tantas o apresentador, que vinha levando a entrevista na maior seriedade, pergunta o que ele acha das listas de Chuck Norris Facts e dá alguns exemplos toscos.
Chuck dá uma risada, lista mais dois ou três CNF e em seguida completa, “eu considero essas listas um grande elogio”.

A entrevista seguiu, mas o mais importante foi a forma como aquele senhor de 67 anos administra toda troça que é feita dele.
Ele dá risada. Ele leva numa boa. Ele segura a onda.

Não sou conselheiro. Não quero, nem espero nada do excelentíssimo senhor Rubens, mas tenho um fato para incluir nas listas mundiais de Chuck Norris Facts:
Se Chuck Norris guiasse o Honda número 11 ele teria vencido 17 corridas este ano, sem apertar nenhum botão no volante e sem usar o controle de tração.

19 outubro 2006

Reciclando 2 - Grande Joaquim, Grande Salomão

Postado no meu blog antigo em 17/07/06

Cheguei tarde e o Joaquim já bateu logo no relógio... "isso são horas?" pra em seguida abrir um sorrisão... meia dúzia de histórias (que vou aos poucos contando) e algumas conversas sobre nossas postagens aqui e o Joaquim some. Some mas aparece de novo. Agora sério. Compenetrado.
Fiquei preocupado, mas só até o Brandão me contar que ele ia de Pace Car com o Salomão... putz, que legal.

Fui pro pit-wall (sempre quis escrever isso)...

"Estou ao lado do Salomão, este ao volante do Super Okrasa, pace car. Ao lado, Zullino, de Porsche 356.
Salomão larga, sim, Salomão larga, não sai com o carro simplesmente.
De cara deu pra notar que o ritmo não vai ser de carro madrinha.
S do Senna, Salomão dá um tico de freio, joga a barta pra dentro do S, sou jogado de um lado para o outro. Fui traído pela inocência. Achei que o Salomão ia light e não apertei o cinto.
Salomão dá logo uma gozada: "Segura, malandro!"...
Reta do Sol, o Okrasa empurra muito rápido, nem parece 1200cc.
Chega a Curva do Sol, Salomão joga uma terceira, mata o carro no motor, joga a frente do bicho pra curva. A traseira ameaça sair mas o homem, com a ponta dos dedos, bota ordem na casa. Pé embaixo, vem o Laranja. Espero o Salomão aliviar. Estou esperando até agora. Que aliviar que nada, é pé embaixo na curva.
O Okrasa nem se mexe, já aponta para a entrada do S. Aqui, punta-taco como manda o figurino, espeta-se uma terceira, trabalho de volante. Saída num contra-esterço rápido, vem o Pinheirinho, contornado a toques de acelerador e golpes de direção, traseira querendo visitar a grama. "Vai aparar?" penso em perguntar, mas o Salomão impõe ordem na baderna antes.
Bico de Pato demanda uma segunda, punta-taco como manda o figurino, e executado com perfeição. O motor ruge, suave. Pé embaixo para o Mergulho, que o Okrasa ignora olimpicamente, leve escorregada de lado, já apontando pra Junção. Daí é um crescendo, subida do Café e entrada dos boxes. Pena que acabou.
Valeu Salomão, obrigado pela aula."

Valeu Joaquim... obrigado por compartilhar...

Reciclando


Texto postado originalmente depois da corrida no Japão.
Foto adicionada hoje.



Acabou uma era.
Um piloto que se aposentou hoje determinou isso.
Não se aposentou de fato, mas se aposentou.
Eu explico. Ele não tem mais nada para fazer na Formula1.

Mesmo que ele vença no Brasil (não acredito), sua história como piloto acabou.

Um piloto guia seu carro, mas também precisa liderar uma equipe, ou parte dela.
Um piloto guia seu carro, mas também leva as expectativas e esperanças de muitos com ele no carro.
Um piloto, guiando seu carro, desperta amor e ódio.

No caso dele, já não há mais liderança.
No caso dele, já não há mais expectativas.
No caso dele, já não há mais nada.

A equipe continua e continuará existindo, mas ele já não faz mais parte dela.
Sua história acabou.
Ali ele não tem um futuro. Não contam mais com ele.

No Japão, onde muito foram endeusados ele passou despercebido.
Nessa madrugada, não foi o nome dele que gritaram. A festa não era pra ele.

Pela Jovem Pan eu ouvi as japonesas gritarem o nome de seu companheiro de equipe e percebi, num estalo, "acabou, Rubens Barrichello acabou."

Rubens Barrichello já não é competitivo. Já não entusiasma. Já não é importante.
Depois de sobreviver a Michael Schumacher Rubens acaba sendo aposentado por Jenson Button...

Acabou uma era.

A expectativa de um campeão brasileiro no ano que vem não existe.
Uma era de competitividade e vitórias brasileiras na F1 se encerrou.
Pace, Fittipaldi, Piquet, Senna e Barrichelo se sucederam na geração de expectativas.
Não há sucessor.

A geração que veio depois de Rubens naufragou sem se firmar na F1.
Passaram por ela apenas.

Massa será coadjuvante ano que vem mais uma vez.
Nelsinho só piloto de teste (ou piloto em teste) e Bruno Senna talvez nem chegue lá, não temos certeza ainda.

Acabou.

155ª vítima


Para quem sabe que a vida é mais que Formula1 recomendo a leitura do editorial do JetSite.

http://www.jetsite.com.br/2006/editorial.asp

RBR neles!

Não achei que este dia fosse chegar, mas chegou.
Hoje eu vou concordar com o Glavão Bueno. Mais que isso, passarei a imitá-lo.

A fábrica de energético que tem 4 carros no grid da Formula1 andou hoje com um carro em São Paulo. Mas não é isso que interessa. O que interessa é que ontem eles não andaram. E foi avisado (por eles) via imprensa que andariam.

O comunincado fez com que muita gente acordasse cedo e levasse crianças para verem de perto um F1, o que não aconteceu. O evento havia sido cancelado na véspera, porémha via sido cancelado tarde demais e silenciosamente demais.

Tenho um filho de seis anos e uma filha a caminho. Fiquei imaginando a situação.

Se eu estivesse em São Paulo talvez tivesse me aventurado a ir ver um Formula1 em ação. Obviamente teria ido na quarta, e teria de voltar pra casa explicando para meu filho porque ele não viu o carro que EU prometi que ele veria.
Meu filho não lê jornal. Meu filho não acessa sites sobre corridas. Ele iria COMIGO, porque EU teria dito que ele veria um Formula1.
EU teria de explicar para ele porque EU não cumpri o prometido.

Em solidariedade aos pais que passaram por isso (e ao Galvão) eu passo a chamar os carros dos vendedores de latinha de RBR e STR.

13 outubro 2006

Sexta-feira 13

Muita gente vincula a sexta-feira 13 e o azar.
É a data preferida para a estréia de filmes de suspense e terror.

Mas vamos falar em sorte...
e já que o assunto do blog deveria ser "motor" vejam alguns casos de sorte (extrema) sobre rodas (ou perto delas)


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